Nós Mulheres “gostam de pornografia”

Mulheres gostam de pornografia e a fé já não é motivo de recato

Elas têm médias de excitação com pornografia mais elevadas que a média europeia, eles têm mais abaixo do que é habitual

Texto de Liliana Pinho

 Que as mulheres gostam de pornografia, nós já sabemos. Mas o SexLab garante que já vai no terceiro estudo-piloto em que são elas a dominar as médias de excitação quando vêem filmes porno.

“Os homens têm tido respostas sexuais muito abaixo do que é habitual quando estão a ver filme pornográficos. As médias de excitação são próximas do cinco (numa escala de dez), abaixo da média dos estudos de outros países europeus. Já as mulheres tiveram médias próximas ou superiores às médias europeias”, afirma Pedro Nobre, coordenador do SexLab, um laboratório de investigação em sexualidade.

Este estudo-piloto está actualmente a ser levado a cabo pelo laboratório da Universidade de Aveiro, com mulheres e homens de várias idades, de modo a que sejam escolhidos os filmes com melhor resposta sexual entre ambos os sexos, para serem utilizados no próximo estudo sobre disfunção eréctil.

Fé e satisfação sexual na mesma frase

Mas há mais. Um maior grau de fé e religiosidade entre as mulheres não tem necessariamente que significar constrangimento sexual ou uma satisfação menor.

O SexLab decidiu avaliar, individualmente, a religiosidade e as crenças religiosas – como o conservadorismo sexual. Esta crença avalia essencialmente a importância da fidelidade, do sexo pós-casamento, a ideia de que não deve ser a mulher a iniciar a actividade sexual e a passividade sexual feminina.

O resultado foi claro. “Os estudos mostraram que o facto de a pessoa ser mais ou menos religiosa nada tem a ver com terem maior ou menor satisfação e desempenho sexual.”

“O que está associado a maiores dificuldades e menor satisfação é o conservadorismo sexual”, afirma Pedro Nobre. E os conceitos não devem podem ser confundidos, até porque as mulheres mais religiosas não são aquelas com maior conservadorismo sexual.

Este estudo desenvolvido com mulheres de várias idades, no SexLab, veio, mais uma vez, mostrar que “é uma generalização abusiva dizer que em Portugal ainda há muitos tabus”. Se assim fosse, “não haveria laboratório nem voluntários”, reitera Pedro Nobre.

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